quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Alvos
A tradução da palavra pecado está muito próximo da expressão "errar o alvo". Nascemos, vivemos e morremos pecando. Não há culpa. Com ética (conceito que, diga-se, pode variar nos diferentes agrupamentos humanos sendo pois importante estabelecer o que suportas ou não dentro do túnel de realidade no qual confinaste tua mente), "pecar" pode até mesmo ser um jogo lúdico. Eis aí a redenção. Só através da experimentação poderemos definir a distância, o comprimento, o momento do próximo tiro. O acerto é um momento de plenitude. Raríssimo.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
TRy walking in my shoes

Acredito que qualquer aconselhamento só é, de fato, útil quando o futuro aconselhado deseja uma opinião sobre um problema ou dúvida que o atormenta. Caso contrário, se não for por livre, insana e espontânea vontade, a melhor coisa que se tem a fazer quando se está diante de uma pessoa a relatar suas angústias, raivas e aflições é ouvi-la. Dizem os estudiosos da alma e dos sentimentos que todo homem possui todas as respostas para as suas aflições. É uma questão de tempo para que elas venham à tona e consolidem-se como pistas seguras a seguir na tentativa de dissolver alguma pendenga - seja de natureza espiritual, material, maleza física, raiva e frustação, insegurança e qualquer outro tipo de quizila nervosa. Mas aí há a pergunta: então, para que serviriam os teraupeutas? O papel de todo terapeuta é simplesmente ser um condutor para que as pistas aflorem. Nada mais e nada menos. Segundo Sócrates, o professor ( que nada mais é do que um condutor) deveria, antes de tudo, saber como sacar de dentro da alma do homem o seu saber inato. Ao contrário do que se prática correntemente, entuchar pseudo saberes e fórmulas de felicidade definitivamente nada teria a ver com o exercício desta nobre função. Ainda ouviremos e clamaremos por muitos deuses e provavelmente nos curvaremos diante de muito gurus. Possivelmente por que é uma tarefa árdua assumir a responsabilidade de que, no final das contas, somos nós mesmos que estamos no controle. Os teraupetas, conselheiros e professores - não importa os esquemas cognitivos aos quais servem e são servidos - nos são úteis para nos lembrar do nosso papel. E aí de quem fugir de sua própria alma...Os doidos e perdidos do mundo que o digam.
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