quinta-feira, 5 de junho de 2008

Jornalismo

Ser jornalista é assim: todo dia, uma nova informação. Ao final de um ano, um pouco de conhecimento. E finda a vida, nenhuma sabedoria.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mistérios

Seriam os fatos uma sequência de acontecimentos randômicos no meio do caos? Ou de fato existe uma ordem regulando tudo?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Psicogeografia

Pegue um mapa da cidade do Rio de Janeiro.
Vá até o marco zero da cidade de São Paulo.
Abra o mapa e identifique o marco zero da cidade de São Paulo.
Caminhe pelo espaço urbano de São Paulo.
Oriente-se pelo mapa do Rio.
Pratique psicogeografia.
Perca-se na cidade.
Encontre outra cidade.
Reencontre-se.

Pintura (It's a long way)

Eu me perguntava sobre o por que dessas paredes serem tão brancas. Alguém (não me lembro quem) me respondeu que elas eram assim, deste jeito, porque só a contemplação do mais puro e singelo alvo poderia despertar as várias possibilidades contidas na sua natureza.

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Ah, agora me lembro, foi o homem da fila do caixa do supermercado (um senhor calvo de meia idade com um bigode grosso feito traço forte de nanquim marcado no meio da cara miúda e desprovida de brilho).

Ele também me revelou que só caberia a mim, e só a mim, escolher com quais cores, com quais pincéis e com quais formas eu romperia aquela enfadonha monotonia. (A vacuidade é desesperadora na maioria das vezes). Antes de se calar, o senhor, tal qual um grande avatar, fechou a cara enrugando a testa e, erguendo o indicador, disse com tom de profecia que eu precisava ter muito, mais muito cuidado mesmo era com as técnicas usadas para colorir o branco!

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Ainda estou escolhendo os pincéis e as formas. Quanto às cores, confesso que às vezes dá uma vontade danada de chamuscar estas superfícies enfadonhas, cheias de um tédio de textura lisa, com uma vigorosa rajada de tinta preta. Desta de um negrume sem fim, tipo preto graúna. Tabletinho Santo Antonio pra pintar cabelo. "Preto.“Vou carregar no preto”, penso na maior parte do tempo .

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E sobre a técnica, confesso, sem vergonha alguma, que a expressão soturna do tio da fila me persegue até hoje e morro de medo de escolher a errada. Alguns me acusam de indecisa. Alegam que fujo do confronto da escolha. Mas é que há tantas, tantas, tantas. Desejo experimentá-las uma a uma, devagar e sempre. Afinal, descobri, nos raros momentos nos quais deixo-me possuir pelas tintas coloridas, que a eternidade é minha aliada!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Como eu queria minha alma de volta


Dizem que a morte deseja a vida. A vida também flerta com a morte. A luz necessita da sombra. O preto, do branco. O masculino, do feminino. Ai, ai. Luta infindável entre todos os princípios manifestos. Casamento incompleto de todas as forças que tão somente almejam o mesmo destino. Como retorno ao Todo, sem sofrimento, através do oposto?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Alvos

A tradução da palavra pecado está muito próximo da expressão "errar o alvo". Nascemos, vivemos e morremos pecando. Não há culpa. Com ética (conceito que, diga-se, pode variar nos diferentes agrupamentos humanos sendo pois importante estabelecer o que suportas ou não dentro do túnel de realidade no qual confinaste tua mente), "pecar" pode até mesmo ser um jogo lúdico. Eis aí a redenção. Só através da experimentação poderemos definir a distância, o comprimento, o momento do próximo tiro. O acerto é um momento de plenitude. Raríssimo.

Pensamentos

A vida é uma excelente oportunidade...para a gente fazer um monte de merda.