
Deserto é o nome de Deus na tua boca estéril.
No mundo sedento que se recusa a saciar o sagrado, busco, eu mesma, um regato.
Cravo minhas unhas - cinzel de queratina - na malha etérea que me separa do Nada e teço as fendas por onde o Céu se revela animando de divindade os grãos dessa areia parada.
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